O IPO das empresas SaaS no Brasil e no mundo

Já faz algum tempo, empresas SaaS vem se destacando no mercado de ações em todo o mundo. E existem várias razões para isso. Provavelmente, a principal se encontra no fato de que essas empresas refletem de maneira muito próxima uma espécie de nova ordem econômica. Como você sabe, empresas SaaS atuam na modalidade de comercialização e distribuição de softwares e aplicativos em nuvem. São rápidas e eficazes, atendendo os mais diferentes públicos, onde quer que eles se encontrem, com custos bastante acessíveis e adaptáveis a diferentes situações e necessidades. De modo geral, você acessa a plataforma de serviços (via internet), através de um link, coloca os seus dados, cadastra um cartão de crédito e já pode começar a experimentar ou a usufruir desses serviços. Algumas dessas empresas se tornaram parte do dia a dia de seus usuários. Exemplos: Netflix, Uber, Spotify, Ifood, LinkedIn, entre muitas outras.

Todo esse sucesso, evidentemente, não se resume apenas à lembrança dos consumidores. A maioria dessas empresas já é listada em algum tipo de bolsa de valores. Esse é um caminho incontornável para quem pensa em alçar voos mais altos e abrir seu capital. A chamada “oferta pública inicial” (IPO) é a principal opção para expansão global dessas empresas. Muitas delas, por exemplo, têm na Nasdaq, a bolsa norte-americana especializada em empresas de tecnologia, o seu principal destino quando o assunto é abertura de capital. Mas ela não é a única opção para empresas brasileiras. A B3, a bolsa de valores oficial do Brasil (uma das 10 maiores do mundo), também é uma ótima opção — principalmente para empresas latino-americanas.

Escolher qual a melhor bolsa para abrir o seu capital é uma questão de estratégia. Se sua startup tem conexões internacionais, faz bastante sentido pensar em uma bolsa como a Nasdaq. Por outro lado, se sua operação se concentra em alguma região específica (Brasil ou algum outro país da América do Sul), ou ainda se seus consumidores e potenciais investidores estão mais próximos de você aqui, talvez seja mais adequado pensar inicialmente na B3, a bolsa brasileira. Basicamente, o que deve definir sua escolha é o alcance do seu negócio, o interesse em determinados mercados, e, naturalmente, disponibilidade financeira para a expansão.

No Brasil, o IPO ainda está em ascensão (comparado com o que já ocorre nos Estados Unidos em termos de volume financeiro). Essa é a razão para que algumas empresas optem por abrir IPO fora do país. É o caso, por exemplo, da XP, importante fintech brasileira, que estreou na Nasdaq em dezembro do ano passado.

Para abrir o seu capital na B3, a bolsa brasileira, a empresa precisa se registrar na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e lançar um prospecto de oferta, que nada mais é que um documento com informações detalhadas sobre a companhia e a distribuição das ações. Para bolsas internacionais, como a Nasdaq, o caminho mais adequado é entrar em contato com alguma corretora especializada, uma vez que o processo de listagem varia de país para pais (ou de bolsa para bolsa).

Ante de tomar a decisão de abrir o seu capital, é importante verificar todos os processos da companhia, especialmente sua saúde financeira, bem como fazer análises rigorosas das estratégias e fatores de riscos. As vantagens de participar desse processo são inúmeras. Entre elas destacam-se a possibilidade de expansão do negócio, aumento de capital e possibilidade de aquisição de novas empresas — sem contar o fato de que a sua operação poderá se tornar bastante atraente para novos talentos. É claro que existem riscos, além de uma burocracia nem sempre confortável para a gestão do negócio, e do custo relativamente alto de despesas na fase do IPO.

O saldo final da operação, porém, é bastante interessante. Depois de se tornar uma empresa pública, a operação passa a ser supervisionada de acordo com os regulamentos da CVM (no caso da B3), sendo monitorada permanentemente por seus cotistas.

Será que isso é bom ou ruim?

Depende. Se a empresa seguir sua vocação, provavelmente vai ser muito bom para ela. Se algo der errado, porém, a empresa ficará exposta e vulnerável às oscilações do mercado. Todo cuidado é pouco. Mas se a ideia é crescer, esse é o seu maior desafio.

equipe nuvini

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